26.12.08

Palmas pra quem merece

Essa semana teve festa de natal e encerramento do ano na escola de piano da Maki. Cada criança tocou uma música, teve brincadeiras, troca de presentes, etc. A professora chamava, a criança levantava, ia até o piano, dizia seu nome e a música que ia tocar, recebia os aplausos, tocava, agradecia, recebia os aplausos novamente e se sentava. Acontece que a Yuka não batia palma pra ninguém... Incomodada, falei pra ela: "Yuyu, bate palma, filha." E ela, depois de olhar bem para as crianças: "-Yuka bate não, meninos é tudo feio..." rs rs rs rs Ri muito. Ela se recusava a bater palma pra quem ela não achava que merecia... rs. Quando a Maki se apresentou, a Yuka bateu palmas direitinho... rs

24.12.08

Nada de mais

Às vezes quero registrar as "artes" das meninas, mas, deixo pra depois e acabo esquecendo. Mesmo sem lembrar de nada excepcional que elas tenham feito nos últimos dias, queria que elas soubessem que o fato de existirem já as faz muitíssimo especiais. A Yuka brincando com as miniaturas, fazendo vozes pra caracterizar cada personagem das estorinhas que inventa; a Maki escrevendo cartas pro papai em português, inglês e japonês (cartas que só ela consegue entender... rs); a voz delas dizendo: "Mamãe, vamos brincar?". Tudo isso é muito especial. Tê-las com saúde, alegres, crescendo... "-Mamãe, estou com fome." "-Mamãe, acende a luz do banheiro?!" "-Mamãe, posso jogar video game?" "-Mamãe, hoje é segunda-feira?" "-Mamãe, hoje o papai vai chegar tarde, eu sei, ele me falou." "-Mamãe, o que você vai fazer de bom hoje no almoço?" "-Mamãe, hoje tem sobremesa?" "-Mamãe, não grita, tá? Saiu xixi na calcinha..." "-Mamãe, já é de noite no Bajiu (Brasil)?" "-Mamãe, o vovô Donizetti casou com a vovó Leninha, você nasceu... por que que eles separaram?" "-Mamãe, o jityan casou com a batyan, o papai nasceu... por que que separaram?" "-Mamãe, eu gosto de mamãe, papai, Maki, Sayatyan, Haha, Mikka (boneca), Vivi (boneca)." "-Mamãe, hoje tem estória?" "-Mamãe, posso vestir balé?" (qualquer vestido rodado) "-Mamãe, essa roupa dá pra usar amanhã?" Ouço "Mamãe" o dia inteiro. E adoro isso. Me sinto importante. rs Nem sempre dou as respostas certas, nem sempre dispenso a atenção necessária, nem sempre tenho paciência. Mesmo assim, elas continuam confiando em mim. Os filhos crescem e ganham o mundo, os pais ficam assistindo muitas vezes de longe. Mas, essa possibilidade não me assusta. Elas me dão muito trabalho, é fato, mas, as alegrias são tantas que mesmo que elas resolvam fugir com o circo amanhã de manhã, não tenho do que reclamar. Cada dia é especial, mesmo sendo corriqueiro. Poder ver o mundo pela ótica delas, descobrir o valor das coisas, o sentido de celebrar datas especiais, desejar ser tudo o que elas acham que eu sou, buscar respostas pra perguntas que já foram minhas, valorizar as pessoas, a família. Elas me dão muito mais do que eu sou capaz de oferecer e me fazem querer agradecer a cada parente, amigo, colega, conhecido; a cada alimento e paisagem, a cada febre e machucados, a cada risada, a cada choro, a cada manha, a cada afago. Obrigada Maki. Obrigada Yuka. Mamãe ama vocês.

15.12.08

Fadinha Esquecida

Sexta-feira, ao buscar a Maki na escola, fui informada que ela perdeu o quarto dentinho. A professora fez um embrulho pequenininho com o dente e o trouxemos para casa. Dessa vez a Maki reclamou que os dentes estão doendo. Deve ser porque os permanentes estão crescendo, enfim. Na tentativa de alegrá-la, falei que em alguns lugares, as crianças costumam colocar o dentinho debaixo do travesseiro, aí a Fadinha dos Dentes vem, leva o dentinho e deixa um presentinho. Ela ficou empolgada com a idéia e disse que ia fazer isso. Mais tarde, ela me perguntou se eu achava que ia dar certo. Respondi que sim. À noite, antes de dormir, ela pegou o dente embrulhado e colocou debaixo do travesseiro. Ah, antes, ela abriu o pacotinho, pra facilitar o trabalho da fadinha... rs No dia seguinte, pela manhã, ela veio com o dente na mão, dizendo: - Ah, mamãe, não deu certo! Pois é... eu esqueci de pegar o dente e colocar uma moedinha... ai, ai, ai. Perguntei se ela tinha feito o pedido pra Fadinha, e ela disse que não, que só tinha colocado o dente sob o travesseiro. - Então filha, hoje à noite você pede direitinho pra Fadinha. Acho que vai dar certo. Antes de dormir ela fez o pedido. Dessa vez, não esqueci de fazer a troca, e deixei quatro moedas no lugar do dente. Quando ela acordou, foi aquela alegria! - Mamãe, deu certo! Deu certo! Olha, a fadinha deixou 4 moedas pra mim!!! Acho que foi porque era o meu quarto dente a cair... Você não acha mamãe???? E antes que eu pudesse emitir opinião: - Foi isso sim, era o quarto dente, ela deixou quatro moedas. Isso quer dizer que da próxima vez, ela vai deixar 5 moedas! E depois 6 moedas! Mamãe, vou ganhar um monte de moedas!!! Eu, sem conseguir me manifestar, devido a tamanha empolgação dela... Quando pensei que tinha acabado ela diz: - Ma-mãe! Quantos dentes eu tenho? -Vinte. - Uaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuu! Vinte moedas! Vinte moedas! Minha mãe diria: quem mandou inventar moda? E eu tenho que concordar... rs rs rs

25.11.08

Café na cama

Dia desses, muito inspirado, o Akio trouxe o café da manhã pra mim na cama. rs Adorei, é claro. Até porque não é todo dia que isso acontece. Mas, o mais divertido foi a carinha das meninas chegando de mansinho, perguntando meio sem jeito se podiam "participar". rs A Yuka, que é mais corajosa, entrou no quarto de mansinho, e disse: - Mamãe, Yuka também pode? - Pode filha. - Oba!!!!!!!!!! E pulou na cama. rs. A Maki, que estava na sala, só esperando (se a Yuka levasse um fora, ela não arriscaria... rs), quando eu disse que podia, veio correndo e pulou na cama também. Foi divertido. Terminado o café, eu saí da cama e as duas ficaram lá um tempão, rindo e comendo, comendo e rindo. rs A foto ficou ruim, eu sei. O sol estava batendo na janela e como a cortina é amarela, ficou tudo amarelo. Mas, eu queria muito registrar esse momento.

24.11.08

Aniversário

Essa semana a Yuyu completa 3 anos. Eu eu o Akio estávamos lembrando de quando ela nasceu, mas rimos mesmo foi lembrando de quando ela não nasceu. rs. Para quem não lembra, a Yuka não nascia nunca! rs A previsão era pra nascer nos primeiros dias de novembro e ela só deu o ar da graça no dia 26, rs. Entre a data prevista e a data efetiva, foram dias de muita ansiedade, mas, hoje, quando a gente lembra, ri muito. Perguntei o que ela quer de presente e ela disse que quer uma estrelinha. Como eu não entendi bem o pedido, repeti a pergunta algumas vezes durante a semana. Ela não desistiu da estrelinha, mas, acrescentou um batom à lista de presentes. Uma estrelinha e um batom. rs Acho que vou procurar um batom em forma de estrelinha... será que vai agradar? Só sei mesmo é que sou imensamente grata e feliz por ter essa estrelinha na minha vida. Que Deus a abençoe com saúde, prosperidade e abundância e que a proteja sempre. Te amo, Yuyu!!!

19.11.08

A arte de se relacionar

Passeio da escolinha ao aquário da cidade. Duas semanas só falando nisso, contando os dias para o tal passeio. Chegado o dia, animação total. Um frio danado e a criançada pulando e cantando. Na volta, percebi um clima estranho entre a Maki e uma amiguinha. Amiguinha que vive aqui em casa, eu e a mãe dela somos amigas e tal. A menina estava dizendo pra uma professora que não era amiga da Maki. que quando vai na casa da Maki, é amiga. Que quando a Maki vai na casa dela, também é amiga, mas, que agora não é mais amiga. rs Perguntei pra Maki o que estava acontecendo, ela não respondeu e viemos pra casa. No caminho ela dispara: - Mamãe, lá no aquário eu queria brincar com a XXXX, então, falei pra YYYY que não era mais amiga dela. ( eu achando que a menina estava maltratando a Maki e descubro que era o contrário... rs) - Mas filha, ela ficou triste. - Eu sei. - Mas, Maki... O sinal abriu e a conversa parou ali. No dia seguinte, durante o jantar, o Akio comentou o assunto. - Maki, você falou que não é mais amiga da YYYY? - Como você sabe disso, papai? A mamãe te explicou? - Foi. Filha, não pode falar assim, a menina fica triste. Você ia gostar que falassem assim com você? - Não. Mas, eu já falei pra mamãe entregar uma cartinha velha que eu fiz pra YYYY. Aí, vai dar certo. - Ah, filha, mas, não faça mais isso não. Brinca direitinho com suas amiguinhas, se você quer brincar com uma amiga e outra amiga também quer brinca com você, é só brincar todo mundo junto. - É papai, eu sei, mas, é que na hora eu não tinha essa boa idéia na minha cabeça, por isso que eu falei aquilo. Da póxima (próxima) vez eu faço assim. Penso que muitas vezes as boas idéias nos faltam... rs. Que tenhamos todos boas idéias para manter relacionamentos saudáveis. rs

Cabelo, cabeleira...

Ontem a Yuka colocou uma fralda de pano na cabeça e passou alguns minutos em frente ao espelho se olhando e conversando sozinha. Achei bonitinho e engraçado, mas, não falei nada. Depois, a Maki me contou que aquilo que eu achava que era um chapéu de pano que a Yuka tinha inventado, na verdade, segundo a própria Yuka, era o cabelão dela. rs rs rs Ri muito. Deve ser genético... rs Minha mãe conta que quando eu era pequena e também era desprovida de abundância capilar, costumava colocar uma toalha na cabeça e desfilar pela casa balançando o cabelão... rs A Maki, fazia a mesma coisa e agora é a vez da Yuka. rs O melhor foi quando ela foi dormir. Passou meia hora sentada, ajeitando a fralda na cabeça. Quando deitava, a fralda saia do lugar, então ela sentava e recomeçava o minucioso trabalho de dobrar e ajeitar a fralda-cabelão, depois deitava e a fralda teimava em cair... rs Parece que foi ontem que eu ficava inventando desculpas pra não fazer trança no cabelo da Maki. Ela ficava encantada quando via menininhas de tranças. Depois, vinha pedir pra eu fazer trança no cabelo dela (que cabelo? rs ). Eu dizia que não sabia fazer, que ia pesquisar na internet, que ia ligar pra minha mãe pra perguntar como fazia... e assim os dias iam passando e o cabelo dela continuava teimando em não crescer. Uma vez comentei com minha sogra que meu cabelo demorou a começar a crescer e que minha mãe cortava o cabelo da minha irmã mais nova bem curtinho, pra eu não chorar... rs. Minha irmã mais nova tinha muuuuito mais cabelo que eu... rs. Karine, obrigada por ter ficado de cabelo curto pra me fazer companhia... rs. Ah, então, eu comentei com minha sogra e ela falou: "- Ah, mas o cabelo do Akio também demorou a crescer!" Que alívio! rs Não era só o meu DNA que era careca! O do Akio também!!! rs Mas, o importante é que um dia o cabelo começa a crescer e dá pra fazer tranças e penteados. Yuyu, tenha paciência, filha. Cabelo cresce. No nosso caso, demora, mas cresce. rs
Yuka, Sumiya, Vovó Tieko e Maki

2.11.08

Primeira Série

Começamos os preparativos pra ida da Maki pra primeira série. Aqui, os pais não levam as crianças pra escola. A partir do ensino fundamental, elas vão com os coleguinhas... isso me assusta. rs. Essa semana fomos à escola para fazer os exames de rotina. São exames com otorrinologista, oftalmologista, dentista e clínico geral. Em seguida, uma entravista básica. Detalhe: mamãe só acompanha até a porta de cada sala onde os exames são realizados. Algumas crianças choram, outras fazem birra por não querer desgrudar da mãe. A Maki, só pra contrariar, entrou confiante em cada sala e ainda me deu bronca por eu estar com os olhos cheios d´água esperando por ela no corredor. rs. Voltamos pra casa e ela ainda reclamou, dizendo que queria ficar mais na escola, que gostou de lá. A Yuka, reclamou porque não fez exame nenhum. rs Surtei. Falei que no ano que vem, em vez de ir pra escola, elas vão ficar em casa com a mamãe. A Maki falou sobre a inviabilidade da minha idéia e argumentou que se não for pra escola, não vai aprender a ler e escrever. - Não tem problema, filha. Você quer ser sorveteira, não é? Então, a gente faz o sorvete aqui em casa e a mamãe compra de você! Não é uma boa idéia? - Não é nada. Eu vou pra escola! E não precisa fazer manha, mamãe. Quando eu voltar, eu converso com você e você fica feliz. Nem precisa chorar, eu volto cedo. Ai, ai. Não tenho dúvidas sobre quem é a pessoa adulta nessa relação...

28.10.08

Botas

Inverno chegando, hora de renovar o guarda-roupa. As meninas ganharam botas. À noitinha o Akio surpreendeu a Maki do lado da sapateira, calçada com a bota nova, andando de um lado pro outro. Perguntou se ela ia sair, ela riu e disse que só estava experimentando o calçado novo. Passados alguns minutos ela vem até a sala e dispara: "-Papai, a gente podia jantar fora hoje... ". Na verdade, o que ela queria era usar a bota nova... rs Fomos. rs. Antes de dormir ela veio me dar um beijo, me abraçou bem forte e disse: "Mamãe, muito bigada pu gastá um pouco de dineiro pá compá minha bota. Eu gostei muuuuuito!". rs Ah, filha, você merece! rs Ainda me surpreendo com as crianças - que se alegram com as coisas mais simples... rs Beijo Maki, mamãe te ama.

Idéia

Recebi um DVD de presente do meu cunhado preferido. Fiquei feliz da vida. Junto com o DVD veio um catálogo de produtos do site submarino. A Maki foi logo folheando o catálogo, fazendo cometários sobre os produtos, etc. Terminada a "leitura", ela veio toda serelepe, dizendo que tinha escolhido alguns ítens muito bons. Logo dissemos que aquele catálogo era para compras no Brasil, e que não dava pra comprar daqui. Rapidamente ela veio com a solução: "-Já sei mamãe! A gente pode escolher e pedir pro Papai Noel trazer! Pra ele não tem problema que a loja seja no Brasil!". rs E agora? rs rs rs

24.10.08

Pianista

Hoje a Maki tocou piano, depois era a vez da Yuka. Como estávamos vendo tv, ela colocou o fone de ouvido e ficou concentrada tocando e cantando. Possuidora de vasto repertório de canções infantis, seguiu cantando por um bom tempo. Quando me dei conta do silêncio... a cena é a que se segue. rs Vida de pianista é dura... rs

É a vida

Meu avô faleceu. Fiquei triste, é claro, chorei. O abraço do Akio fez com que eu me sentisse segura, amada e me deu toda a força que precisava. É muito estranho acompanhar de longe a vida de pessoas que amo tanto. Queria estar perto do meu pai, queria que ele soubesse que eu faria qualquer coisa pra aliviar a dor dele. Pensei nas referências que tenho. Os pais são nossa referência, o começo de nós mesmos. Deve ser muito difícil perder essa referência. Sou espiritualista, acredito que o espírito não morre, não acaba. Mas, vivemos no mundo material e não dá pra desprezar a força e a importância da matéria. Perder a presença física é doído. No dia seguinte, ainda triste, chorei algumas vezes, pelos motivos mais bobos. No caminho da escola da Maki, estava cabisbaixa, e a Yuka não perguntou nada, só falou assim: "Mamãe, eu, tin amu." rs Obrigada filha. Mamãe também te ama muito. Agradeço a meus pais, avós, bisavós e todos os antepassados que continuam vivos em mim e agora também nas minhas filhas. Agradeço o milagre de estar viva e poder chorar e sorrir, sentir dor e alegria, cair e levantar. Agradeço o presente de poder respirar, ouvir a voz das crianças, receber o carinho dos amigos mesmo que seja por e-mail e por ter o abraço do meu amor.

20.9.08

Sem rodinhas

Depois de duas semanas de muita correria, hoje finalmente o papai estava de folga. Mesmo cansado, lá foi ele tirar as rodinhas da bicicleta da Maki. Há alguns meses ela chegou em casa dizendo que era a única da turma que ainda usava bicicleta com rodinhas. Ela saiu com o papai pra comprar a chave de roda e voltaram felizes com um capacete cor-de-rosa. rs Fomos todos para o parquinho e ela logo pegou o jeito. O papai voltou exausto. rs. A Maki voltou toda serelepe. Amanhã tem mais treino. rs

12.9.08

Roupa estranha

Mês passado fomos a um festival de verão, aqui na cidade, e nos vestimos a caráter. Tudo muito fofo. Show de fogos de artifício, comidas típicas, desfiles de carros alegóricos. Depois, a maratona pra conseguir não ser arrastado pelo mar de gente e finalmente, casa, banho e cama. O mais marcante no entanto foi o comentário do meu pai, depois de ver as fotos: - Filha, vi as fotos novas de vocês. Aquelas em que vocês estão atravessando a rua com roupas esquisitas. rs rs rs

Band-aid

As meninas estavam brincando e a Yuka passou por mim dizendo: - Yuka bateu cabeça, doeu. Não falei nada. Minutos depois ela volta com um band-aid na mão, uma carinha de sofrimento e diz: - Mamãe, coloca esse pra sarar cabeça da Yuka? - Hein? Não precisa filha. - Mas, Yuka bateu téta (testa) e esse sara téta da Yuka. - Filha, mas, não tem nada aí, mamãe dá um beijinho e sara. Depois do beijinho ela diz: - Viu? Sarou não. Coloca esse. Como fazer a Yuka mudar de idéia é algo quase impossível, coloquei logo o band-aid. Ela ficou satisfeita, correu pra frente do espelho, penteou o cabelo e foi atrás da Maki dizendo: - Olha, Maki, Yuka ficou linda! - É Yuka, é... (bem desanimada) rss

Buraco do Ku

Ontem, durante o jantar, a Maki me pergunta: - Mamãe, o buraco do cu é aberto ou é fechado? - Hein???? - O buraco do cu é abertinho ou fechado? - Como assim? - Mamãe (já sem paciência com a minha ignorância) eu quero saber se o buraco do cu é aberto assim (com o dedo indicador e polegar aberto) ou assim (com o dedo indicador e polegar juntinhos). - ... (cara de boba) - Mamãe, o ku de hiragana (caracter do alfabeto japonês) é aberto ou mais fechado? - Ahhhhhh, (alívio total) é abertinho filha. Passado o susto, ri muito. rs Essa é a letra a que ela se referia: (parece um c) Educar filhos poliglotas não é tarefa fácil... rs

5.9.08

Sopa de castanhola

Hora do jantar. A Maki terminou de comer e pediu: "Mamãe, quero mais. Mas eu quero só a castanhola". Cardápio do dia? Arroz, frango com legumes e sopa de misso com vôngole (ostra miudinha).

23.8.08

Monica Ê

Ganhamos da Tia Rejane DVDs da Turma da Mônica. As meninas adoram. Eu também, porque assim elas assistem desenhos animados em português. No domingo, como de costume, elas acordam primeiro e ficam vendo tv. Quando bate a fome, é a hora de acordar a mamãe. rs Vieram me acordar, levantei, preparei o café da manhã e perguntei: "O que vocês assistiram hoje?" elas disseram: "Mônica Ê". Fiquei pensando o que seria esse "Ê"... Dias depois, fomos assistir juntas e o narrador anuncia: "Mônica em..." rs rs rs Nessas horas percebo o déficit de aprendizagem da língua portuguesa aqui em casa... rs

Mesma fábrica, mesma matéria prima...

Filhos são tão diferentes. Mesma fábrica, mesma matéria prima e uma obra única. Fico observando as meninas e aprendo sobre individualidade. O jeito de encarar as situações, o que motiva, o que paralisa cada uma. Agradeço a meus pais por terem se dedicado a mim, da melhor forma que puderam.

Perguntas que não sei responder

Hoje a Maki veio me perguntar se estou grávida. Respondi que não. Aí, ela quis saber o que acontece na barriga pra que a gravidez aconteça. Pensei pra responder e ela foi completando: "Mamãe, eu já entendi que quando não fica gávida (grávida) o sangue sai, mas, eu quero saber o que que acontece dentro da barriga que faz ficar gávida." Pois é... A minha sorte é que já tinha passado da hora de dormir e eu disse que a gente continua a conversar amanhã porque já esstá muito tarde. rs É claro que não sei ainda como explicar pra minha filha de 5 anos o que de fato acontece na barriga... também não estou a fim de falar da sementinha que o papai coloca... muito menos do sistema de delivery da Dona Cegonha... O agravante é que agora ela conversa com as amiguinhas da escola, e existe uma competição velada de "quem sabe mais". As crianças crescem... e nos obrigam a crescer também.

15.8.08

O dente caiu

Hoje caiu o primeiro dentinho da Maki. Comemoramos pulando muito. Em seguida, o susto: quando olhei bem, achei o dente tão pequeno... parecia quebrado. Corri pra pesquisar. Descoberta do dia: dente provisório cai sem a raiz (porque o dente permanente vai absorvendo o cálcio, etc.). Natureza perfeita. rs Tentei lembrar do que minha mãe fazia com os dentes que caíam. Acho que jogávamos no telhado... Bem, Blog inaugurado. Não sei o que leva as pessoas a fazer um Blog. No meu caso é a desorganização. Gosto de registrar num diário os acontecimentos que não quero esquecer. rs A questão é que esqueço onde está o diário, faço um novo, depois encontro o velho... uma bagunça. Esse Blog, contrariando a natureza dos Blogs, é pra uso pessoal. rs Não pretendo ser lida por ninguém, a não ser pela Vi, que vai ser informada sobre minha mais nova invenção assim que acordar. Acho até que ela vai fazer um Blog também, e que o dela vai ser muito lido, porque ela é interessante e engraçada.