24.10.08
É a vida
Meu avô faleceu.
Fiquei triste, é claro, chorei. O abraço do Akio fez com que eu me sentisse segura, amada e me deu toda a força que precisava.
É muito estranho acompanhar de longe a vida de pessoas que amo tanto. Queria estar perto do meu pai, queria que ele soubesse que eu faria qualquer coisa pra aliviar a dor dele. Pensei nas referências que tenho. Os pais são nossa referência, o começo de nós mesmos. Deve ser muito difícil perder essa referência. Sou espiritualista, acredito que o espírito não morre, não acaba. Mas, vivemos no mundo material e não dá pra desprezar a força e a importância da matéria. Perder a presença física é doído.
No dia seguinte, ainda triste, chorei algumas vezes, pelos motivos mais bobos.
No caminho da escola da Maki, estava cabisbaixa, e a Yuka não perguntou nada, só falou assim: "Mamãe, eu, tin amu." rs
Obrigada filha. Mamãe também te ama muito.
Agradeço a meus pais, avós, bisavós e todos os antepassados que continuam vivos em mim e agora também nas minhas filhas.
Agradeço o milagre de estar viva e poder chorar e sorrir, sentir dor e alegria, cair e levantar. Agradeço o presente de poder respirar, ouvir a voz das crianças, receber o carinho dos amigos mesmo que seja por e-mail e por ter o abraço do meu amor.
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