"... Conheci a alegria do mundo
ao adornar minha sala
com a camélia que floresceu no jardim..."
(trecho de poema de Meishu-Sama)
Líamos esse poema em voz alta no início de cada aula de Ikebana. Foram vários anos de estudo, vários anos repetindo o poema. Mas, a primeira vez que minha cabeça, o sabendo decór, conseguiu decodificar esse trecho, aconteceu hoje, enquanto eu cuidava da minha mini- mini- mini horta caseira.
Não, não tinha nenhuma camélia por lá.
Não, não era outra flor.
Não, não adornei minha sala ou qualquer outro cômodo.
Como assim a "alegria do mundo"? Pois é...
Hoje senti uma alegria danada quando estava na sacada colhendo cebolinhas com a Yuka. Acompanhamos o crescimento das plantinhas, regamos, conversamos com elas, e só isso já bastaria pra revigorar um coração cansado - que habita um corpo igualmente cansado...
Mas, em um dado momento, a natureza insiste em te recompensar, em retribuir o carinho que você dedicou a ela: é a hora da colheita.
3.6.10
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